quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Luta por formas alternativas de energia!

A manifestação realizada pelas entidades acima elencadas foi ontem, mas o tema é relevantíssimo e tem sido muito pouco discutido em espaços midiáticos, com exceção da Ecoagência Solidária de Notícias Ambientais, que fez cobertura completa sobre o acto. É preciso conscientizar as pessoas sobre esse crime ambiental executado pelo governo Lula, visto que a grande mídia acumplicia-se nesse processo todo e não divulga os aspectos negativos dos empreendimentos federais.

Do modo como foi projetada, a hidrelétrica Pai-Querê, no rio Pelotas, atingiria com sua barragem 3.940 hectares da Floresta com Araucárias, integrante da Mata Atlântica, em área diagnosticada como prioritária para conservação da biodiversidade. Isto provocará o desaparecimento de 181 mil araucárias. Mais de 20 espécies de peixes deixariam de existir; elas já estão com seu habitat comprometido, devido a outras barragens construídas em seqüência na região: Barra Grande, Itá, Machadinho e Foz de Chapecó.

Em pleno século XXI, devemos pensar em diversificar nossa matriz energética, e não continuarmos dependentes de um modelo que preda o meio ambiente. Atualmente, restam apenas 1,2% do território original das florestas de araucárias. Esta vegetação nativa do sul do país necessita de preservação. Além disso, uma equipe de arqueólogos que desenvolvia pesquisa de campo na região, divisa do RS e SC, encontrou 42 sítios arqueológicos. Com a construção da hidrelétrica, este patrimônio histórico irá desaparecer.

A usina hidrelétrica de Pai-Querê está prevista no Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) do Governo Federal, com grande pressão política e econônica para que aconteça. É mais uma obra que está movimentando grandes volumes de dinheiro, especialmente no setor da construção civil, na forma de empreiteiras e indústrias de concreto. Ao todo, serão R$ 271,8 bilhões investidos na infraestrutura energética nacional. Só em Pai-Querê serão R$ 670 milhões.
Como se pode ver, todos os investimentos previstos para a região Sul são para projetos de hidrelétricas ou termoelétricas, ambos com elevados impactos ambientais. Deveríamos sim investir em formas alternativas de energia: solar, eólica, biomassa e outras mais que a nossa criatividade inventar. E não gastar bilhões em projetos que causam danos irreparáveis ao ambiente natural.
----
Fontes:

Nenhum comentário:

Postar um comentário