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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

PSOL chama ato em Porto Alegre para intensificar a luta em defesa da Orla do Guaíba

O PSOL está promovendo um ato público no próximo dia 8/11, às 16 horas, durante a Feira do Livro, na Praça da Alfândega, centro de Porto Alegre. O local da concentração será em frente a agência da Caixa Economica Federal da Rua da Praia. A manifestação é a favor da revogação da Lei Complementar municipal 470, de 2002, que descumpre normas ambientais ao permitir edificações na Ponta do Melo, orla do rio Guaíba. O local, por ser margem de rio, é considerado Área de Preservação Permanente (APP) pela legislação federal.

No início do ano, seguindo interesses da construção civil e da especulação imobiliária, a maioria governista aprovou na Câmara de Vereadores uma mudança na lei que viabilizaria a construção do gigantesco complexo de edifícios Pontal do Estaleiro, um verdadeiro crime ambiental. Para dar ares de democracia à decisão, fizeram uma "Consulta Popular", com o propósito de saber se a população concordava com ocupação residencial da área: a maioria esmagadora (cerca de 80%) posicionou-se contra; contudo, edifícios comerciais já estão autorizados (o que sequer foi colocado em questão na dita "consulta").

A bancada do PSOL na Câmara de Porto Alegre, composta pelos vereadores Pedro Ruas e Fernanda Melchionna – de quem tive o prazer de ser colega na Fabico/UFRGS –, propõe a revogação da Lei Complementar 470/2002, dando um basta à situação de permanente especulação imobiliária sobre o local; com a extinção da lei, toda a legislação subsequente também estará revogada, impedindo assim a construção de espigões na orla do Guaíba

"É hora de nos unirmos e voltarmos a intensificar a luta em defesa do meio ambiente e da orla do nosso Guaíba. Ou fazemos isso agora ou os interesses capitalistas da especulação imobiliária podem privatizar o que é um patrimonio da humanidade, ou melhor a nossa orla e o lindo pôr-do-sol do Guaíba", afirma um comunicado emitido hoje pelo partido.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Protesto contra os transgênicos em Porto Alegre


Representantes de movimentos sociais e ambientalistas realizam amanhã (21/10), às onze da manhã, uma manifestação contra os alimentos transgênicos. O protesto ocorre na Esquina Democrática, centro de Porto Alegre. Os manifestantes irão disponibilizar à população um abaixo-assinado contra a liberação do plantio de transgênicos no Brasil e no mundo.

Na semana passada, ativistas da organização ambiental Greenpeace interromperam a reunião da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para protestar contra a liberação do arroz transgênico. O órgão é responsável pela liberação do plantio de organismos geneticamente modificados.

A manifestação também tinha como alvo a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT). Ela também desempenha a função de presidente do Conselho Nacional de Biossegurança, cargo que lhe dá o poder de vetar pedidos para a liberação de novas culturas transgênicas.

A votação do arroz geneticamente modificado foi adiada, mas a comissão aprovou mais uma variedade de algodão transgênico da Monsanto e duas de milho, uma da Dow e outra da Monsanto.

A liberação do arroz transgênico é requerida pela Bayer, empresa alemã que produz farmacêuticos, agrotóxicos e sementes transgênicas. Se for aprovado, o Brasil será o primeiro país do mundo onde se consome arroz geneticamente modificado. “Se o arroz transgênico for realmente liberado, a Bayer fará dos consumidores brasileiros uma espécie de cobaia”, diz o coordenador da campanha de transgênicos do Greenpeace, Rafael Cruz.

Com informações da Agência Chasque e do sítio do Greenpeace.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Começa construção de megaedifício no bairro Auxiliadora; projeto ainda está em estudo na Smam


Apesar do processo de licenciamento ainda estar em análise na Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam), desde a manhã de ontem (19/10) há intensa movimentação de máquinas, caminhões e trabalhadores no canteiro de obras da rua Germano Peterson Jr., bairro Auxiliadora, em Porto Alegre.

No local, será construído pela Maiojama um megaedifício de 20 andares, em um bairro composto principalmente de casarios e prédios de em média 8 e, no máximo, 12 a 15 pavimentos. Em dezembro de 2008, a construtora mandou derrubar uma árvore tombada pelo município, o que causou revolta nos moradores.

Surpreso com o movimento na obra, o morador Fernando Ehlers fez uma consulta via internet ao processo de licenciamento da edificação junto à Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov) e constatou que o processo está em estudo na Smam; contudo, a confiança na aprovação de seu empreendimento é tanta que a construtora segue comercializando apartamentos no espigão, cuja previsão de conclusão da obra não é informada no sítio elaborado especialmente para propagandear mais esse lançamento imobiliário.

Diante das relações obscuras entre poder público e interesses da construção civil e da especulação imobiliária em Porto Alegre, a Maiojama pode ficar 100% tranquila da aprovação de seu megaedifício para classe média alta no Auxiliadora.

Saiba mais sobre o caso aqui, aqui e aqui.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O vereador Mauro Zacher e a conexão Projovem

A operação Rodin, que investigou o desvio de R$ 44 milhões do Detran gaúcho, também levanta suspeita sobre o envolvimento do vereador da capital Mauro Zacher (PDT) em fraude no programa Projovem. Conforme o sítio RS Urgente, a Polícia Federal (PF) confirmou na última sexta-feira (16/10) o indiciamento de nove pessoas por participação em irregularidades na execução do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem) em Porto Alegre.

De acordo com o inquérito policial, o contrato do Projovem, que deveria ser executado pela Fundae – fundação ligada à UFSM envolvida no esquema do Detran –, foi repassado a uma empresa privada, o que caracteriza fraude em licitação. O contrato custou ao erário R$ 10,3 milhões entre os anos de 2005 e 2007.

Na época, o responsável pelo gerenciamento do programa em Porto Alegre era Mauro Zacher, secretário da Juventude do governo Fogaça; após denúncias de irregularidades na execução do Projovem, Zacher deixou o cargo no Executivo municipal e reassumiu sua cadeira na Câmara de Vereadores de Porto Alegre.

Clique aqui para saber mais sobre as peripécias de Zacher na Secretaria Municipal da Juventude durante o primeiro mandato do prefeito José Fogaça (PMDB).

quinta-feira, 26 de março de 2009

Suspeitas em contrato da coleta de lixo em Porto Alegre


Anteontem (24/3), o Ministério Público de Contas (MPC) solicitou ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) investigação sobre uma licitação para o transporte de lixo doméstico comum, vencida pelo grupo paulista Júlio Simões Logística S.A., com a Prefeitura de Porto Alegre. O contrato, válido por 12 meses, prevê pagamento de R$ 28,13 por tonelada transportada.

Entre as dúvidas levantadas está a participação de um representante que não possuía procuração da empresa, o aumento em 20,47% no preço da tonelada, comparado ao valor executado pela prestadora anterior, e uma diferença de 2km entre a distância da estação ao aterro, apresentada pelo município, e a que serviria de base para a cobrança da empresa.

Leia mais no blog Celeuma.

terça-feira, 17 de março de 2009

Sete tópicos sobre um crime ambiental na capital guasca

Charge de Santiago para o jornal Extra Classe.

1. Democracia e cidadania, como eu suspeitava, são conceitos pelos quais a ampla maioria de nossos vereadores possui pouco – ou nenhum – apreço. É no mínimo ridículo marcar para o mesmo dia, à tarde, uma votação tão importante para a cidade, como é o caso do projeto Pontal; assim, incapacita-se toda e qualquer mobilização possível contrária ao projeto; imagino que nossos tão nobres edis não quiseram repetir a dose de novembro passado, quando aprovaram pela primeira vez o Pontal: nessa ocasião, a Câmara foi a Bombonera, como queria o Juremir Machado da Silva, e os veredores puderam sentir o "bafo na nuca"; agora, com uma manobra baixa, a dita "Casa do Povo" afasta qualquer possibilidade de manifestação contra os vereadores que apóiam o empreendimento (maioria no Legislativo municipal). Bem ao gosto de Haroldo de Souza (PMDB) e outros pseudofascistas que dominam a Câmara de Porto Alegre.

2.
A aprovação era esperada, já que o condomínio eleitoral governista (PMDB-PDT-PTB) ampliou sua base de apoio no Parlamento. O que eu não esperava era essa emenda do Valter Nagelstein (PMDB), líder do governo na Câmara: com a sua aprovação, fica confirmada a consulta popular, nos moldes da eleição para os Conselhos Tutelares (facultativa e sem direito a contraditório), no lugar de um referendo (obrigatório, com participação de toda a população e campanhas favoráveis e contrárias à construção); mas a maior sacanagem vem agora: além de fixar prazo de 120 dias para realização da consulta, a emenda do vereador sionista prevê que, caso o Executivo não se mexa para efetivar a votação nesse prazo, o projeto entra em vigor sem a realização da consulta!

3. Isso mesmo: o Executivo (Fogaça) veta um projeto, envia para a Câmara outro projeto idêntico no lugar, prevendo um referendo para decidir sobre a questão da ocupação urbanística da Ponta do Melo; depois, percebe-se que o referendo seria muito caro e, sob o pretexto de que custaria demais aos cofres municipais, o referendo vira consulta popular, onde o voto é facultativo e os patrões da construção civil certamente comprarão os votos de todos os seus peões de obra; não duvido que mandem, também, seus empregados para tentar impedir cidadãos conscientes de irem votar contra o Pontal, através da intimidação física, como costumam fazer em audiências públicas e eventos do gênero. Aí um vereador – mais precisamente o líder do governo na Câmara – acrescenta uma emenda estabelecendo um prazo e dizendo que, caso a prefeitura não faça a consulta no prazo, o projeto entra em vigor tal como a Câmara o aprovou na noite de ontem (16/3).

4. Já dá até para imaginar como essa história termina: a gestão Fogaça, bem conhecida por sua inépcia, deixará o prazo de 120 dias correr e simplesmente não fará nada, e assim a alteração do regime urbanístico da Ponta do Melo se torna realidade sem a realização da consulta. Outra determinação da emenda de Nagelstein, aprovada por 22 votos a 12 (o Pontal passou com 22 a 10, mais uma abstenção; curiosamente, o sítio da Casa ainda não divulgou quem votou contra e a favor; e eu não sou o único a estranhar isso.), é que o resultado da consulta seja encaminhado à Câmara em 48 horas. Eu me pergunto: para quê? O que farão estes mesmos senhores que aprovaram duas vezes o Pontal, que planejaram cuidadosamente essa manobra baixa de marcar a votação para o mesmo dia (estranho o fato de ter saído na imprensa local logo pela manhã, e o sítio da Câmara noticiar apenas às 12h40 a reunião que decidiu a data da votação do projeto), caso a população decida que não quer o Pontal? Por acaso lançarão mão de alguma manobra regimental, de algum outro parecer da mui isenta Procuradoria da Câmara, para invalidar a consulta e aprovar mesmo assim o seu projeto?

5. Depois do que fizeram nesta segunda-feira, é fácil compreender o motivo de tanto empenho para aprovar um projeto que afronta leis de todos os níveis, inclusive a Lei Orgânica de Porto Alegre, Carta Magna do município. Nota-se claramente que esta legislatura é tão ruim, senão pior, que a anterior. Em um ponto, porém, continua exatamente a mesma: fiel defensora da especulação imobiliária e da construção civil. Assim, esses políticos perpetuam-se no poder, mediante polpudas contribuições de campanha de empresas e investidores desse setor, os quais cobram posteriormente o "favor" através da aprovação/liberação/licenciamento de atividades que vão contra o interesse público, ou em desacordo com a legislação vigente, como é o caso do Pontal.

6. Foi assim que a indústria da celulose – só para citar um exemplo recente e bastante próximo de nós –, responsável pela depredação de vastas áreas no bioma Pampa, se estabeleceu no estado, mediante pesadas contribuições para a campanha de Yeda Crusius em 2006. Eleita, a govenadora literalmente abriu as pernas do RS para o deserto verde, com danos irreversíveis ao patrimônio natural gaúcho.

7. A partir de agora, a sociedade civil organizada deve reunir todas as suas forças para exercer implacável pressão sobre o prefeito Fogaça, para que o Executivo de fato realize a consulta popular no prazo de 120 dias. Temos que estar conscientes da possibilidade de a prefeitura deixar o tempo correr e simplesmente não executar a votação. Somente a mobilização da sociedade pode conter os interesses mercantis fortemente infiltrados tanto no Executivo, como no Legislativo municipais. Como se vê, é pequeno o valor que os pontaleiros dão à democracia e à cidadania; eles sabem que, mesmo numa consulta popular altamente esvaziada (pois certamente não possui o mesmo peso político de um referendo, tal como prevê nossa Constituição), existe a possibilidade de derrota, e por isso apressam-se em assegurar sua vitória, criando mecanismos como o proposto pela emenda 7 de Nagelstein.

terça-feira, 10 de março de 2009

Câmara: adiada votação de parecer sobre o Pontal

Do sítio da Câmara Municipal:

Atendendo solicitação da vereadora Fernanda Melchionna (PSOL), que pediu vista ao projeto, foi adiada, na tarde de ontem (9/3), a avaliação e votação de parecer, de autoria do vereador João Antônio Dib (PP), sobre a nova proposta do Executivo que trata do Pontal do Estaleiro.

O pedido de vista ao projeto foi apresentado durante reunião conjunta das comissões permanentes da Casa que deveria discutir e votar a matéria. A partir de agora, o parecer ficará à disposição dos vereadores por 24 horas. Após esse prazo, deverá ser feita nova reunião conjunta para sua votação.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Abandono de gatos no bairro Auxiliadora mobiliza moradores


Um casarão desocupado no bairro Auxiliadora está servindo como local para o abandono de gatos desde janeiro deste ano, quando os donos do imóvel se mudaram. Cerca de trinta animais já foram deixados à própria sorte no endereço, sem qualquer espécie de cuidado. A sarna é um problema que afeta vários dos animais que estão lá; além disso, há duas gatas prenhes vivendo no casarão.

A situação mobilizou voluntários, que criaram o grupo SOS Gatos para tentar contornar o descaso vivenciado pelos felinos. Ao que parece, o poder público municipal permanece omisso em relação ao caso.

Os voluntários não são ligados a nenhuma entidade de proteção animal e contam apenas com recursos próprios para ajudar os bichos. O grupo se encarregou do fornecimento de ração e água para os gatos abandonados.

A ação do SOS Gatos já garantiu a adoção de três felinos, atendimento veterinário para duas filhotes (uma delas espera pela adoção), bem como tratamento e esterilização de uma fêmea adulta, que já possui adotante. Uma preocupação dos voluntários é evitar que o endereço do casarão seja divulgado, para que não haja o abandono de mais gatos no local.

Quem quiser ajudar o SOS Gatos, pode entrar em contato pelo e-mail sosgatos@portoweb.com.br. O grupo aceita doações de ração (diariamente, são consumidos cerca de 2 kg), auxílio financeiro para custear despesas veterinárias (vacinas, vermífugos, remédios e esterilização) e pretendentes para adoção de animais.

sábado, 7 de março de 2009

Audiência pública do Pontal: o picadeiro da democracia (ii)

A oposição, por sua vez, cumpriu dignamente seu papel ao criticar o Pontal e denunciar o absurdo que é a Câmara Municipal legislar em favor dos especuladores e empresários picaretas da construção civil; entretanto, é fácil notar o constrangimento de vereadores petistas quando confrontados com críticas à gestão ambiental da Administração Popular, que concedeu licença para a construção do Barra Shopping Sul, mais quatro gigantescas torres integradas ao mega-centro de consumo (duas comerciais e duas residenciais, as quais serão futuramente construídas na área do shopping; lembrando que para sua construção foram removidas diversas vilas daquele local).

Outro argumento bastante adotado pelos pontaleiros para desqualificar a posição da bancada petista – que é inteiramente contrária ao Pontal – é o fato de que o projeto original da lei complementar 470/2002, encaminhado à Câmara pelo prefeito Tarso quando este cumpria seu segundo mandato, previa a possibilidade de edificações residenciais na área do antigo Estaleiro Só.

O vereador João Dib (PP) acrescentou uma emenda retirando habitações do texto original da lei que define o regime urbanístico da Ponta do Melo; isso quem me esclareceu foi Nilo Santos, parlamentar do PTB e um dos defensores mais entusiasmados do Pontal da Janelinha, junto com Brasinha (autor do projeto, também petebista), Haroldo de Souza (radialista esportivo e fascista de plantão, PMDB) e Elias Vidal (o chiliquento, PPS).

O líder do governo Valter Nagelstein (PMDB) se irritou com algumas de minhas intervenções quando acompanhava a audiência das galerias, pois gritei para que desocupasse a tribuna, uma vez que seu tempo já havia expirado. Além de dizer que sou "intolerante" (argumento típico de direitistas criticando esquerdistas), o edil que se diz representante da comunidade judaica na Câmara prometeu não deixar eu falar quando chegasse a minha vez. Felizmente Valter estava apenas blefando e não me importunou durante a curta fala de três minutos a que tive direito (tiveram que reduzir de cinco para três minutos o tempo por fala, em função do elevado número de inscritos, a grande maioria para criticar o Pontal).

Imagens: vereadora Maria Celeste, líder da bancada do PT da Câmara, foi uma das vozes contrárias ao empreendimento; projeção virtual de como devem ficar as quatro torres que serão construídas junto ao Barra Shopping; Elias Vidal, pontaleiro do PPS (sigla que reúne nomes tão eminentes da política guasca, como Britto, Odone, Berfran, Busatto, e outros tantos bastiões da ética e da moralidade pública em nosso estado), tendo mais um chilique na tribuna da Casa do Povo.

[Continua...]

sexta-feira, 6 de março de 2009

Audiência pública do Pontal: o picadeiro da democracia (i)


Como era esperado, a audiência pública sobre o Pontal do Estaleiro, realizada na noite da última quinta-feira (5/3) ficou longe de contribuir minimamente para a discussão democrática e cidadã acerca desse que é com certeza o projeto mais controverso em tramitação na nossa Câmara Municipal; também ficou clara, no meu entender, a impossibilidade de formação de consenso sobre a destinação que será dada à Ponta do Melo, já que nenhum dos lados em disputa parece estar disposto a ceder em suas posições.

Pontaleiros e sua bancada do concreto repetiram sempre o mesmo discurso: a culpa é do PT, que passou 16 anos no poder e não resolveu a questão da orla do Guaíba (como se agora o governo Fogaça estivesse propondo soluções razoáveis para a área); o empreendimento vai gerar empregos para a população e impostos para a prefeitura; quem se opõe à iniciativa é contra o "progresso" ou "desenvolvimento" da cidade, já que os espigões planejados para a Ponta do Melo serão um atrativo turístico para nossa capital; o posicionamento de ambientalistas e estudantes sempre é qualificado como "atrasado", isso quando não partem – estou me referindo a vereadores eleitos pelo voto popular, e não simples cidadãos – para o ataque pessoal, utilizando inclusive expressões chulas e termos de baixo calão.

É vergonhosamente cômico ver alguns desses senhores engravatados batendo boca e trocando insultos entre eles e também com pessoas das galerias. Não há dúvida do entendimento limitado que alguns nobres edis possuem sobre conceitos tão essenciais à prática política, como ética, cidadania e, principalmente, democracia.

Nas fotos de Pedro Revillion (CMPA), o bom público presente no início da audiência, durante o pronunciamento do líder comunitário João Volino; e um sindicalista pelego da construção civil, que se posicionou favorável ao Pontal da Vergonha.

[Continua...]

quinta-feira, 5 de março de 2009

Hoje, audiência pública sobre o PONTAL


Em 2009, os estudantes porto-alegrenses continuarão na luta contra o polêmico projeto Pontal do Estaleiro – um empreendimento que prevê seis novos edifícios comerciais e residenciais, com 12 andares cada –, na orla do Guaíba, em área de interesse público e cultural da cidade, ocasionando impactos ambientais e no sistema viário do local. Hoje, logo mais às 19 horas, será realizada uma audiência pública, no Plenário Otávio Rocha da Câmara Municipal, com o intuito de discutir o tema.

A participação de todos é fundamental para que possamos mostrar aos vereadores pontaleiros a força do movimento estudantil e sua mobilização cidadã.

A legislação atual não permite edificações residenciais na área onde querem construir o Pontal; o impedimento legal não intimidou o empreendedor que, com o auxílio de um grupo de vereadores comprometidos com os interesses da construção civil (pontaleiros), encaminhou uma proposta de modificação da lei junto ao Legislativo municipal.

Em novembro do ano passado, a Câmara de Vereadores, com sua bancada do concreto, desrespeitou a vontade da população, ignorou a mobilização da sociedade civil e aprovou a mudança na legislação; o projeto, aprovado às pressas, em regime de urgência e numa sessão tumultuada, sequer tramitou por comissões temáticas como Saúde e Meio Ambiente (Cosmam) e Transporte e Habitação (Cuthab), diretamente relacionadas com o empreendimento.

Suspeitas de pagamento de propina e fraude na votação (divulgadas inclusive na imprensa do centro do país) fizeram com que a opinião pública pressionasse José Fogaça, exigindo o veto ao Pontal; o prefeito vetou – veto este que foi mantido pela mesma Câmara que APROVOU o Pontal da Vergonnha meses atrás –, mas enviou de volta ao Legislativo uma proposta idêntica, com a possibilidade da realização de um referendo para decidir sobre o assunto. Trata-se claramente de uma manobra política para livrar Fogaça do desgaste que a sanção a uma medida impopular poderia acarretar; assim, tirou o seu da reta, como se diz, ao mandar para a Câmara praticamente o mesmo projeto, só que desta vez deixando a decisão final a cargo do povo.

Entrementes, a idéia de se fazer um referendo já foi descartada pelas autoridades municipais, sob o argumento de que seria por demais oneroso aos cofres públicos. Agora, o projeto enviado pelo Executivo também tramita em regime de urgência, novamente sem passar pelas comissões da Câmara, onde certamente poderia ser melhor discutido pelos próprios vereadores.

Além disso, é mais do que necessário ampliar a discussão sobre o destino que queremos para nossa orla, num processo que envolva toda a população porto-alegrense; duas coisas, porém, são certas: (a) o descaso do poder público municipal com a orla do Guaíba não pode servir de justificativa para a apresentação de projetos lesivos ao meio ambiente e ao interesse público, em claro desacordo com a legislação em vigor, como é o caso do Pontal do Estaleiro; e (b) a Câmara de Vereadores, em episódios como a aprovação da lei que permite a construção do Pontal, presta um profundo desserviço à cidadania em nossa cidade, ao passo que privilegia o interesse capitalista da indústria da construção civil, a qual obterá lucros exorbitantes com esse empreendimento, em detrimento da coletividade e da preservação da qualidade de vida em nossa cidade.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Jornal Já entrevista Fogaça sobre Pontal do Estaleiro

Entrevista concedida pelo prefeito José Fogaça à jornalista Naira Hofmeister (grifo meu).

Jornal Já – Esse projeto tramita há bastante tempo na Secretaria Municipal de Planejamento. Em 2006, foi avaliado pela Comissão de Análise Urbanística e Gerenciamento, formada por todas as secretarias do município. Também foi alvo um estudo prévio de viabilidade urbana. No entanto ele não foi encaminhado pelo Executivo. Por quê?

Fogaça – Porque eu precisava de uma audiência à população e à comunidade, uma vez que isso mexe com valores que são históricos na vida da cidade. Eu inclusive disse aos mentores do projeto que eles precisavam formar massa crítica. Ou seja, fazer a população conhecer, debater e se manifestar a respeito dessa idéia. Não poderia ser algo assim, partindo de uma empresa e o poder público, simplesmente por uma opção técnica toma uma decisão. Precisava - e precisa - de uma ampla manifestação da cidade a esse respeito.


Mas o senhor sabia que apresentar esse tipo de projeto é competência do Executivo?

Evidente que sabia! Tanto que pedi ao Secretario de Planejamento que fosse à Comissão na Câmara e dizer que eu, Prefeito, precisava de muito espaço e tempo porque precisava ouvir muito a comunidade. Isso está registrado.


Colocar o projeto em votação foi uma decisão unilateral do Legislativo?

Foi uma decisão do legislativo e deve ser respeitada pois os vereadores têm autonomia e o direito de fazer isso. Eles têm suas maneiras de formar convicção.


O senhor se sentiu atropelado?

Nada que a Câmara faça atropela o Executivo. É um poder soberano e autônomo. Somos interdependentes mas separados como poderes. Cada um tem seu papel.


Entrevista completa no sítio do jornal.

Quem, afinal, está por trás do projeto do Pontal do Estaleiro?

Release enviado à imprensa pela jornalista Clarinha Glock, assessora de comunicação do movimento Integridade, integrante do Fórum Municipal de Entidades.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul está investigando as denúncias de que teria havido corrupção de vereadores na votação realizada em 12 de novembro de 2008 que aprovou a mudança da Lei Complementar 470/02. A mudança vai permitir a construção, nas margens do Guaíba, de edifícios residenciais na Ponta do Melo, área do antigo Estaleiro Só (por isso chamada de Pontal do Estaleiro).

A denúncia de compra de votos na Câmara de Vereadores de Porto Alegre atinge uma empresa que, até agora, não aparecia no noticiário. Trata-se da Cyrela Brazil Realty S.A. Empreendimentos e Participações, companhia aberta do chamado "novo mercado" que se caracteriza, justamente, pela transparência em sua linha de ação.


O empreendimento da Ponta do Melo tem aparecido nos meios de comunicação apenas sob a responsabilidade da BM Par cujo representante, em entrevista à imprensa, afirmou não ter nenhuma atividade na área de construção.


De fato, segundo o registro no Ofício de Registro de Imóveis da 5ª Zona da Comarca de Porto Alegre, na matrícula de número 35.877 consta que o prédio de número 2893 da Avenida Padre Cacique é de propriedade da BM Par Empreendimentos Ltda. Mas consta também que o terreno está hipotecado tendo como credora a Expand de Investimentos Imobiliários, com sede no Rio de Janeiro.


A Expand é uma subsidiária da Cyrela Brazil Realty S.A. que, por sua vez, tem uma joint venture com a empresa do ramo de construções Goldsztein. A informação foi confirmada em uma nota enviada por email pela assessoria da Goldsztein Cyrela. Em outra nota, a assessoria afirma: "A Goldsztein Cyrela, joint venture da Cyrela Brazil Realty, investirá no projeto desde que ele esteja de acordo com a lei municipal, seja viável e aprovado em todas as esferas pertinentes".

O Movimento Integridade enviou uma série de questionamentos para os responsáveis pela Cyrela Brazil Realty que, no entanto, não foram respondidos. Entre eles:

  1. Qual a participação da Cyrela, da Expand e/ou da Goldsztein Cyrela no lobby com os vereadores?
  2. Como essa denúncia de compra de votos dos vereadores afeta a Cyrela cuja ênfase em comunicação é baseada na transparência no novo mercado?
  3. Poderíamos ter acesso ao contrato da BM Par, Expand, Goldsztein Cyrela?

Ainda em resposta aos pedidos de entrevista feitos pelo Movimento Integridade, a BM Par enviou uma cópia do A PEDIDO publicado hoje na imprensa.


As respostas a estas perguntas poderão ajudar a entender por que a aprovação da mudança de uma lei na Câmara de Vereadores ocorreu de forma tão rápida, indo contra outras legislações vigentes e de importância fundamental para a cidade de Porto Alegre como o Estatuto da Cidade, a Lei Orgânica e o Plano Diretor.

Folha de SP: Promotoria apura suposto pagamento de propina no RS


Vereadores de Porto Alegre levantaram suspeita de que colegas receberam dinheiro para aprovar lei que permite construção de prédios de R$ 150 milhões

por Graciliano Rocha, da Agência Folha, em Porto Alegre (24/11)

Com base em declarações de vereadores, o Ministério Público do Rio Grande do Sul está investigando uma suposta compra de votos na Câmara de Porto Alegre para aprovar uma lei que abre caminho para a construção de um complexo de edifícios na orla do rio Guaíba.

Aprovado no dia 12 de novembro por 20 votos a 14, o projeto de lei complementar número 6/2008, objeto da polêmica, altera uma lei de 2002 que considerava os 60 mil m2 (seis campos de futebol) do antigo Estaleiro Só, local do complexo de edifícios, como área de interesse cultural. Essa classificação restringia a construção de prédios residenciais na área.

O projeto, de autoria de Alceu Brasinha (PTB), foi subscrito por mais 16 vereadores.

O estaleiro faliu em 1995. A área foi arrematada em um leilão judicial por R$ 7,2 milhões, em 2005, pela BM Par Empreendimentos, que pertence ao empresário Rui Pizzato.

A empresa pretende investir R$ 150 milhões para erguer um conjunto de seis prédios de apartamentos e de escritórios.

O projeto despertou forte polêmica entre o setor da construção civil, que afirma que o empreendimento vai revitalizar parte da região sul da cidade, e uma oposição formada por ambientalistas e organizações comunitárias, que temem a descaracterizaçã o da orla.

O prefeito José Fogaça (PMDB), a quem cabe sancionar ou vetar o projeto, diz que só vai decidir a polêmica após a Câmara enviar o texto final aprovado -o que não havia acontecido até sexta-feira.

Além do caráter controverso da mudança, a discussão aumentou depois que os vereadores Neuza Canabarro (PDT) e Beto Moesch (PP), que votaram contra o projeto, afirmaram que colegas podem ter recebido dinheiro para favorecer a BM Par na Câmara.

Após essas declarações, a Promotoria do Patrimônio Público do RS começou a investigar uma suposta propina.

O vereador Cláudio Sebenello (PSDB) confirmou ter sido procurado por um lobista ligado à empresa no final de agosto com uma oferta de doação para sua campanha eleitoral.

No encontro, um envelope onde haveria dinheiro, conforme relato do vereador tucano, chegou a ser apresentado.

"Recusei educadamente, porque isso poderia se tornar uma chantagem. Nem houve passagem do dinheiro."

Sebenello, que votou contra, afirma não saber se outros colegas receberam a oferta.

"Se existiu compra de votos, temos que punir. Se não existiu, quem falou que houve deve se responsabilizar", disse o presidente da Câmara, Sebastião Mello (PMDB), que votou a favor da proposta.

Empresa nega ter feito oferta a vereadores

O advogado da BM Par, Milton Terra Machado, nega que a empresa tenha subornado vereadores para mudar a lei. A oferta de doação à campanha eleitoral de Cláudio Sebenello (PSDB), sustenta, não se vinculou a um pedido de aprovação do projeto. De acordo com o advogado, o tucano é amigo de um diretor da BM Par.

"É extremamente grave que se coloque sob suspeição a convicção de 20 vereadores", diz. O advogado afirma também que, caso o prefeito sancione a mudança, a obra dependerá ainda de autorizações da prefeitura e de licenças ambientais.

O que existe, segundo Machado, é apenas um estudo arquitetônico sobre o possível uso da área. Os edifícios seriam erguidos a pelo menos 60 metros de distância do rio Guaíba.

Machado declara que a previsão é que 53% do terreno seja de uso comum. No local seriam implantados, como contrapartida do empreendedor, um parque, ciclovias, uma praça, uma nova avenida, além de um píer e uma marina públicos.

A oposição à construção do Pontal do Estaleiro, nome dado ao projeto dos novos edifícios, está reunindo assinaturas para tentar pressionar o prefeito José Fogaça (PMDB) a vetar o projeto.

As cerca de 50 entidades de ambientalistas, moradores e estudantes que organizaram o abaixo-assinado protestaram ontem contra o projeto no parque Farroupilha.

Link do abaixo-assinado:
http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/1571

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Sem-teto ocupam prédio abandonado no Centro


Cerca de 150 sem-teto do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) ocuparam, na manhã de hoje (25/11), um prédio abandonado na avenida Júlio de Castilhos, centro de Porto Alegre. A ação faz parte da terceira edição da Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Urbana que ocorre em todo o país.

Segundo Beto Aguiar, da coordenação nacional do MNLM, a ação tem como objetivo chamar a atenção para o problema dos vazios urbanos que poderiam ser utilizados para diminuir o déficit habitacional no país. Em Porto Alegre, diz Aguiar, há outros dez prédios abandonados no centro da cidade. Os sem-teto pretendem apresentar uma proposta, à Assembléia Legislativa, para a utilização de prédios públicos sem função social em um plano de habitação.

Fonte: Buracos da Baltazar
Foto: Kiko Machado

Aprovada redação final do Pontal. Proposta será encaminhada ao Executivo

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou hoje a redação final do projeto do Pontal do Estaleiro, aprovado pelo Plenário no último dia 12/11. Agora, a matéria segue para a Diretoria Legislativa, que o encaminhará ao Executivo.

Após receber o projeto, o prefeito tem prazo de 15 dias para sancionar ou vetar a proposta. Se sancioná-la, a lei entra em vigor após publicação no Diário Oficial de Porto Alegre. Se o prefeito vetar a matéria, o projeto volta ao Legislativo, que decidirá se mantém ou derruba o veto.

Na hipótese de os vereadores concordarem com o veto, o projeto será arquivado. No entanto, se a Câmara decidir derrubar o veto, a proposta vira lei após ser promulgada pelo presidente da Casa.

Fonte: CMPA

Ciclovias em Porto Alegre: será que vai?

Para arquiteto holandês, Porto Alegre pode ter 490 km de ciclovias

O arquiteto holandês Jaap Rijnsburger foi recebido, na última sexta-feira (21/11), pelo presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, vereador Sebastião Melo (PMDB), acompanhado pelo representante do governo holandês Philippe Schulman, chefe do Escritório da Delegação Comercial Holandesa/RS. Jaap é especialista em desenvolvimento urbano e veio ao Estado a convite do Centro de Transporte Sustentável do Brasil. Na Câmara, ele falou sobre o programa Bycicle Partnership, que incentiva o ciclismo inclusivo e o planejamento do transporte nas grandes cidades da Ásia, África e América Latina, entre as quais Porto Alegre.

"A curiosidade me trouxe a Porto Alegre. A cidade está passando por mudanças de paradigmas, e vejo possibilidades de desenvolver aqui esse projeto", garantiu Jaap, que conhece a estrutura da Capital e acredita ser possível a implantação de ciclovias em 490 quilômetros. Ele lembrou que, na Holanda, uma média de 30% do transporte é feito por bicicletas e destacou a importância da conectividade nas ciclovias, para garantir "o conforto e a segurança".

Leia aqui o texto na íntegra.

Sou ciclista e sei muito bem do sofrimento pelo qual os adeptos do transporte urbano alternativo passam ao tentar se locomover em ruas e avenidas abarrotadas de veículos altamente poluentes. Além da falta de educação por parte dos motoristas de modo geral – deixando, são capazes de botar por cima mesmo –, outro sério incômodo é a poluição nas avenidas de maior tráfego.

Mas enquanto os administradores municipais não tratarem o tema da mobilidade urbana com a seriedade que o assunto merece, certamente não serão grandes os avanços nessa área. Em vez de investir cada vez mais dinheiro público para recuperar vias danificadas pelo excesso de circulação, a cidade deveria, penso eu, construir ciclovias e, principalmente, conscientizar a população sobre os benefícios (para a cidade e para o cidadão) do transporte cicloviário.

Já temos inclusive um Plano Diretor Cicloviário para a cidade. Agora falta tirá-lo do papel: será que agora vai?

Foto: Elson Sempé Pedroso/CMPA.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A manifestação de ontem no Brique da Redenção


Neste domingo pela manhã, ocorreu mais uma manifestação do Movimento “Defenda A Orla!” que está pedindo que o prefeito municipal, José Fogaça, VETE a alteração da lei municipal que alterou o regime urbanístico da região da Ponta do Melo, visando a construção do projeto Pontal do Estaleiro.

Muitos pediam maiores informações sobre o que havia ocorrido na Câmara de Vereadores, sobre o projeto e sobre os problemas que a alteração de uma lei para beneficiar um único empreendedor traria para a cidade e nosso meio ambiente. Sabendo da manifestação, muitos foram ao parque especialmente para expressar apoio a nosso pedido de VETO, subscrevendo o abaixo-assinado impresso da AGAPAN pela preservação da Orla do Guaíba.

Representantes de entidades ambientalistas, de associações de moradores, de ONGs culturais, estudantes, políticos, artistas plásticos, escritores e, sobretudo, pessoas comuns preocupadas com o futuro da cidade, estiveram presentes no ato.

Cobertura completa com fotos no blog Porto Alegre Vive.

sábado, 22 de novembro de 2008

Manifestação pede VETO ao PONTAL


MANIFESTAÇÃO PELO VETO DO PREFEITO À LEI DO PONTAL DO ESTALEIRO

Dia 23 de novembro de 2008 (domingo)
Brique da Redenção, em frente ao Monumento ao Expedicionário
A partir das 10 horas

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Ex-ministro da Justiça recomenda VETO ao projeto Pontal

Preocupado com a descaracterizacão da Orla do Guaíba "e sua destinação meramente especulativa, sem qualquer função social", o advogado e professor Miguel Reale Jr. assinou o abaixo-assinado eletrônico em Defesa da Orla do Guaíba e espera agora que o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, "vete esse absurdo". Para o jurista e ex-ministro da Justiça no governo FHC, " a notícia do resultado da votacão na Câmara não poderia ser pior", e complementou: "contem comigo na defesa do patrimônio de Porto Alegre".

Reale Jr. foi secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, presidente do Conselho Federal de Entorpecentes, órgão ligado ao Ministério da Justiça, secretário da Administração e Modernização do Serviço Público do Estado de São Paulo e, por um curto período, em 2002, foi ministro da Justiça. Militante do PSDB, Miguel Reale Júnior sempre esteve ligado ao grupo paulista dos tucanos (Franco Montoro, Mário Covas e Fernando Henrique Cardoso).

Por Adriane Bertoglio Rodrigues. Leia o texto completo no sítio da Ecoagência.