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terça-feira, 18 de novembro de 2008

MP ouvirá vereadores e empresários sobre suspeitas de CORRUPÇÃO no parlamento municipal

O procurador-geral de Justiça do Estado, Mauro Renner, informou ontem que o Ministério Público (MP-RS) vai ouvir, ainda nesta semana, os vereadores Beto Moesch (PP) e Neuza Canabarro (PDT) sobre as insinuações de pagamento de propina a parlamentares e orientação de voto durante a apreciação do projeto Pontal do Estaleiro.

Sem revelar nomes, Renner disse que um empresário e um engenheiro envolvidos com o empreendimento também devem prestar depoimento nos próximos dias. "Queremos saber se há fundamento na hipótese de que houve alguma vantagem econômica. A palavra não é suficiente. As colocações devem ser fortalecidas com comprovações", afirmou o procurador.

No início da tarde de ontem (17/11), Renner recebeu do presidente da Câmara, vereador Sebastião Melo (PMDB), um dossiê com documentos e CDs sobre o projeto Pontal do Estaleiro, aprovado na quarta-feira passada, por 20 votos a 14.

Para o vereador, o lobby dos empresários interessados na modificação da lei faz parte da democracia. "Não está errado o empresário vir à Câmara, assim como o estudante, a ONG. Quem dá limite às relações políticas é o vereador".

O procurador-geral de Justiça concorda que a tentativa de convencimento não é crime. "O lobby é um instrumento extremamente legítimo e defendo a sua regulamentação. No entanto, ele não pode ser majorado ou qualificado com alguma vantagem econômica", ressaltou. No sábado, a promotoria de Defesa do Patrimônio Público instaurou procedimento prévio para averiguar as denúncias sobre a votação do projeto de lei que autoriza a construção de prédios residenciais na orla do Guaíba. Em 30 dias, o MP deve decidir se abre um inquérito civil para aprofundar as investigações ou se arquiva o caso.

Presidente da Câmara dá prazo de 24 horas para esclarecimentos

Após mais de duas horas reunidos a portas fechadas, os líderes de bancada e a Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Porto Alegre decidiram ontem notificar os vereadores Beto Moesch (PP) e Neuza Canabarro (PDT) para que eles apresentem formalmente as denúncias de recebimento de propina para a aprovação do projeto Pontal do Estaleiro.

"Se há denúncia, que se formalize. Aliás, eu esperava que os dois vereadores já tivessem aportado esses fatos. Se tivéssemos sido provocados, já teríamos instalado procedimentos", frisou o presidente da Casa, vereador Sebastião Melo (PMDB).

Os parlamentares terão 24 horas para declinar nomes e dar detalhes das insinuações feitas na rádio Guaíba, na semana passada. Na ocasião, Moesch respondeu a pergunta sobre o boato de que havia pagamento de altas quantias a vereadores. Na sexta-feira (14/11), durante uma entrevista na mesma emissora, Neuza disse: "não sei quem deu ou quem não deu, mas sei quem não aceitou".

Muito exaltado, o vereador Beto Moesch disse que a presidência da Câmara "não tem de dar prazo algum porque o assunto está com o Ministério Público". Ele informou que irá apresentar ao MP o nome de três empresários. "Ao contrário do que estão me acusando, eu não dei nome de nenhum vereador e preservei a Casa, dizendo que não poderíamos assegurar que os vereadores que votaram a favor tinham outros interesses senão o bem da cidade".

Ontem, logo após a reunião de líderes e da mesa diretora, os vereadores que votaram a favor do projeto anunciaram que irão entrar na Justiça contra os colegas que levantaram as suspeitas. Eles contrataram o advogado Marco Antonio Birnfeld para encaminhar o processo.

Vereador pontaleiro Brasinha pede Comissão de Ética na Câmara

O presidente da Câmara Municipal, Sebastião Melo (PMDB), recebeu na manhã de hoje pedido do vereador Alceu Brasinha (PTB) de instauração de Comissão de Ética, em face da conduta dos vereadores Beto Moesch (PP) e Neuza Canabarro (PDT), em entrevistas divulgadas na imprensa sobre o projeto Pontal do Estaleiro.


"O projeto suscitou insinuações que atingem a honra e a dignidade", justifica o pedido. "Me sinto ofendido", lamentou Brasinha, que foi um dos 20 vereadores que votaram favoráveis ao Pontal. O vereador anexou ao processo documentos referentes ao tema, como notas taquigráficas e matérias de jornais.

O presidente Melo solicitou que os vereadores Moesch e Neuza sejam notificados ainda hoje para se manifestarem no prazo de cinco dias. "Nós agiremos com o rigor da lei", afirmou o chefe do Legislativo municipal.

Fontes:
http://jcrs.uol.com.br/noticias.aspx?pCodigoNoticia=10743&pCodigoArea=35
http://www2.camarapoa.rs.gov.br/default.php?reg=7688&p_secao=56&di=2008-11-18

Fotos: presidente da Câmara, Sebastião Melo, e procurador-geral de Justiça, Mauro Renner (Ícaro Santos/MP-RS); Melo e vereador pontaleiro Brasinha, entregando seu pedido de Comissão de Ética por se sentir ofendidinho com denúncias de corrupção no parlamento portoalegrense (Elson Sempé Pedroso/CMPA).

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Ministério Público investiga projeto Pontal

No CP de hoje.

A área do Pontal é privada e precisa ter um uso desde que este
dialogue com o meio ambiente e o Plano Diretor da cidade.
Ana Maria Marchesan, promotora do Meio Ambiente (MP-RS).

O Ministério Público (MP) do Rio Grande do Sul instaurou inquérito civil para apurar supostos impactos ambientais que poderão ser causados pelo projeto Pontal do Estaleiro, na orla do Guaíba, em Porto Alegre. O processo foi aberto na sexta-feira, após desarquivamento de uma representação encaminhada no ano passado pelo presidente do Fórum Municipal de Entidades, arquiteto Nestor Nadruz. "Na época, entendemos que não era necessário apurar o caso porque não tinha nenhum projeto em tramitação no Legislativo que tratasse do assunto. Mas, diante desse imbróglio judicial em torno do tema, decidimos desencadear a investigação", explicou a promotora Ana Maria Marchesan, titular do inquérito na Promotoria do Meio Ambiente do MP. Segundo ela, será apurado se o projeto representa algum risco de impacto ao meio ambiente e ao sistema de mobilidade urbana.

Depois de muita polêmica e vários adiamentos de votação, o projeto que prevê a ocupação da área do antigo Estaleiro Só deverá ser votado pela Câmara Municipal na sessão de amanhã. A obra consiste na construção de um prédio comercial composto de 195 conjuntos, outro tipo flat, com 90 unidades, além de quatro edifícios residenciais com 40 metros de altura, 13 pavimentos e 216 apartamentos.

Em visita ao Correio do Povo ontem, integrantes do Movimento Defendo a Orla elogiaram a cobertura do jornal sobre a polêmica e manifestaram total discordância com o projeto proposto pelos vereadores. "O empreendimento trará sérios prejuízos aos porto-alegrenses, tanto na questão ambiental quanto na urbanística", apontou Paulo Guanieri, secretário-geral do Fórum Municipal de Entidades. Os integrantes do movimento pretendem fazer uma grande mobilização nesta quarta-feira (12/11), na Câmara Municipal, durante a votação, para pressionarem os parlamentares a não aprovarem a matéria em plenário.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

MPF vai à Justiça para que cervejarias indenizem a população por danos à saúde

Uma ação civil pública ajuizada ontem (28/10) pelo Ministério Público Federal (MPF) em São José dos Campos (SP) contra as empresas de cervejaria Ambev, Schincariol e Femsa pediu indenização pelo aumento dos danos causados pelo consumo de cerveja e chopp.

O pedido de indenização pelo crescimento dos danos causados pelo consumo de bebida alcoólica é estimado na ação em cerca de R$ 2,8 bilhões. A indenização foi calculada com base em gastos federais no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e despesas previdenciárias, em razão de doenças ou lesões diretamente relacionadas com o consumo de álcool.

Segundo o procurador da República Fernando Lacerda Dias, as três empresas acionadas respondem por 90% do mercado cervejeiro nacional, com quase R$ 1 bilhão investido em publicidade, segundo dados de 2007. Há pesquisas que apontam a forte influência publicitária, por exemplo, na maioria dos adolescentes.

Continue lendo no sítio da Agência Brasil.