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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Ações judiciais contra blogueiros e a força do jornalismo alternativo brasileiro

A mídia corporativa se sente ameaçada em seu âmago pois não possui mais o monopólio da imposição de sentidos e construção de realidades em nossas sociedades urbanas tecnomidiáticas. Blogs, redes sociais e jornalistas independentes vão aos poucos desconstruindo a hegemonia dos conglomerados de mídia, possibilitando a disseminação em tempo real de outras versões dos acontecimentos, de vozes dissonantes em relação ao pensamento único difundido pelos meios massivos.

Eles ainda detêm o poder de modelar a realidade e de pautar a política: porém, se vêem cada vez mais obrigados a compartilhar esse poder com blogueiros e jornalistas alternativos da internet. Com tiragens em queda e sua credibilidade posta diariamente em questão na web, a decadência é inevitável e irremediável; à mídia corporativa, só resta espernear e colocar seus advogados para tentar tirar uns pilas do Nassif, do Weissheimer, do Ungaretti e ver se assim eles calam a boca.

Tenho certeza: não calarão.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Cada subversão é uma VITÓRIA


Ontem à noite, quando voltava do lavoro na biblioteca da Fabico, pedalando minha bicicleta pela avenida Ipiranga, confesso que vibrei muito ao ver a intervenção no arroio Dilúvio, de autoria do Coletivo Muralha Rubro Negra.

A pintura é um desafio a ditadura do pensamento único vigente no estado, tão habilmente promovida e advogada pela fábrica de mentiras da Ipiranga (e demais tentáculos midiáticos). Veremos até quando continuará ali a intervenção; por enquanto, a censura obtida judicialmente pelo Fotonaldo contra o Prof. Ungaretti ainda não atingiu os muros da cidade; eu me pergunto: quanto tempo a RBS terá de conviver com essa chaga, essa ferida aberta bem debaixo dos seus olhos?

Em minha visão, as ações movidas contra Ungaretti e os caras do A Nova Corja apenas demonstram o quão incômoda é a nossa mídia alternativa para os senhores e vassalos da mídia corporativa gaudéria. Podemos ser poucos (e não receber nenhum tostão por isso), mas cada palavra afiada é um corte – pequeno, é verdade – na carne do baronato político-midiático local, uma afronta à sua hegemonia; é necessário (escreveu uma vez WU) saber manusear as palavras – como estiletes.

Podemos até ser pequenos e poucos, mas cada subversão – por menor que seja – é sempre uma vitória.

Nos vemos de manhã, no Fora Yeda!