quinta-feira, 30 de outubro de 2008
E agora, o que fazer com tanto eucalipto?
domingo, 26 de outubro de 2008
A Aracruz pode FALIR?

No gráfico, queda das ações da Aracruz Celulose na bolsa. Charge de Eugênio Neves.
Fontes:
http://portalexame.abril.com.br/financas/derivativos-podem-quebrar-aracruz-393903.html
http://www.rsurgente.net/2008/10/aracruz-pode-quebrar.html
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Novas licenças para silvicultura devem obedecer regras da FZB
A Desembargadora Agathe Elsa Schmidt da Silva, relatora, considerou que a ausência de limites objetivos no zoneamento ambiental aprovado no âmbito do Conselho Estadual do Meio Ambiente – CONSEMA, “é efetivamente preocupante, já que o esvazia como instrumento de orientação do processo de licenciamento”.
Afirmou que na ausência de outros limites, os propostos pela equipe de técnicos da Fundação Zoobotânica são efetivamente os mais adequados – “os únicos que atendem ao dever de proteção ao meio ambiente”. O Colegiado aplicou os princípios da precaução, prevenção e do desenvolvimento sustentável.
A decisão apreciou recurso de agravo interposto pelo Ministério Público contra decisão do Juiz de Direito da 4ª Vara da Fazenda Pública Almir Porto da Rocha Filho, que havia deferido em parte os pedidos liminares da Ação Civil Pública. A ação principal continua tramitando no 1º Grau.
A decisão terá efeito até que sejam aprovados limites objetivos ao zoneamento ambiental pelo plenário do CONSEMA ou a ação seja finalizada.
Os Desembargadores João Carlos Branco Cardoso, que presidiu o julgamento, e Alexandre Mussoi Moreira, acompanharam o voto da relatora.
Fonte: http://ecoagencia.blogspot.com/2008/10/novas-licenas-para-silvicultura-devem.html
domingo, 12 de outubro de 2008
Fique atento!
BIOMA PAMPA: região pastoril de planícies com coxilhas, entre o RS, o Uruguai e as províncias argentinas de Buenos Aires, La Pampa, Santa Fé, Entre Ríos e Corrientes. Caracteriza-se por sua vegetação composta por gramíneas, plantas rasteiras e algumas árvores e arbustos. Os campos têm importante contribuição na preservação da biodiversidade, principalmente por atenuar o efeito estufa e auxiliar no controle da erosão. Na parte brasileira do bioma, existem cerca de três mil espécies de plantas vasculares, sendo que aproximadamente 400 são gramíneas, como capim-mimoso, pelo menos 385 espécies de aves, como pica-paus, caturritas, anus-pretos e 90 de mamíferos terrestres, como guaraxains, veados, tatus.
Mas este patrimônio natural do nosso Estado está AMEAÇADO.
Aos poucos, a monocultura do eucalipto, levada a cabo por empresas como Aracruz, Stora Enso e Votorantim (as principais), está transformando nossa paisagem:
DESERTO VERDE: expressão utilizada pelos ambientalistas para se referir à monocultura do eucalipto e seus nefandos impactos socioambientais. Entre os principais efeitos deste crime ambiental perpetrado com o apoio do poder público (Yeda recebeu R$ 500 mil de doação da Aracruz Celulose) e da grande mídia local (Grupo RBS diminuiria muito seus custos de produção se deixasse de importar papel-jornal do Canadá, como acontece hoje; com isso, o clã Sirotsky aumentaria ainda mais seus lucros), destacam-se: Desertificação, erosão dos solos, morte à biodiversidade (em florestas de eucalipto, normalmente só há formigas e caturritas), destruição de biomas (como é o caso do nosso pampa), concentração de terras (agravando a questão fundiária no Brasil) para cultivo de vastas extensões, atendendo à ânsia por lucros cada vez maiores por parte do capital estrangeiro, representado pelas corporações acima citadas.
CINCO POR CENTO da área original do bioma pampa no RS já foram perdidos para a monocultura do eucalipto e seus desertos verdes. Os impactos desse cultivo para o aqüífero Guarani, maior reserva subterrânea de água doce do mundo, serão irreversíveis. Aumentará a desertificação em municípios como Alegrete e Bagé onde, aliás, as papeleiras já adquiriram áreas e então principiando o plantio de mudas de eucalipto.
Pessoas do naipe de Carlos Otaviano Brenner de Morais (secretário estadual do Meio Ambiente, que está literalmente abrindo as pernas para as empresas de papel e celulose) e Ana Pellini (diretora-presidente da Fepam, encarregada de agilizar a concessão de licenças para plantio de eucalipto) ENCHEM DE VERGONHA o povo gaúcho. Mas nada supera nossa governadora Yeda Crusius. Dela, nem preciso falar mal: os fatos falam por si.
Informe-se. Manifeste-se!
sábado, 11 de outubro de 2008
Barganha política ameaça os pampas
"Porto Alegre – Com contribuições de campanha para dezenas de políticos e a promessa de investimentos de R$ 10,7 bilhões em cinco anos, três grandes empresas produtoras de celulose invadiram a metade sul do Rio Grande do Sul com florestas de eucaliptos, modificando a paisagem, os hábitos e a economia do pampa gaúcho. As papeleiras foram recebidas de porteiras abertas pelo governo do estado e pelos prefeitos da região, interessados na geração de empregos, renda e impostos. As relações com o meio político do estado foram azeitadas com doações no valor de R$ 2 milhões nas eleições de 2006, sendo R$ 500 mil para a governadora Yeda Crusius (PSDB)."
[trecho de reportagem de Lúcio Vaz, publicada no site do Correio Braziliense em 01/06/2008, com grifos meus]
Em breve, pretendo me estender um pouco mais sobre a cobertura que a mídia local (leia-se Grupo RBS) tem feito sobre a monocultura de celulose e as papeleiras.
Pra começar...
De um lado, o desrespeito ao meio ambiente evidenciado por administrações como as de Yeda e Fogaça; de outro, o absoluto desconhecimento dessas questões (cujas conseqüências, no futuro, tendem a ser catastróficas) por parte da ampla maioria das pessoas: esses dois aspectos me fizeram querer iniciar esse projeto. Mesmo em meios universitários, onde seria possível esperar maior envolvimento político e preocupação ambiental, o desconhecimento acerca desse descaso dos governos estadual e municipal é evidente. E nossa grande imprensa, como todo mundo já sabe, não exerce seu papel de informar os cidadãos e defender o interesse público: favorece apenas seus próprios interesses econômicos, apoiando governantes comprometidos com projetos de desenvolvimento insustentáveis do ponto de vista socioambiental.
Naturalmente, tudo o que diz respeito a meio ambiente e política terá espaço aqui no blog. Mas duas serão as questões principais a serem discutidas aqui:
a) A monocultura do eucalipto no Rio Grande do Sul, e o perigoso conluio entre políticos locais, indústrias de celulose e conglomerados regionais midiáticos.
b) A questão do espaço urbano em Porto Alegre, com a pressão do setor imobiliário para alteração da legislação ambiental do município, permitindo assim a execução de projetos polêmicos como o Pontal do Estaleiro, na zona sul da capital (que prevê a construção de seis torres na orla do Guaíba), cujos impactos ambientais sequer são mencionados por seus idealizadores.
