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domingo, 9 de novembro de 2008

Barragens de Jaquari e Taquarembó: CRIME AMBIENTAL do governo

Artigo publicado no sítio do Semapi-RS Sindicato, sobre as barragens de Jaquari e Taquarembó, que afetarão diretamente o bioma pampa (grifos meus).

O governo federal e o estadual do Rio Grande do Sul vêm anunciando a construção de duas de cerca de uma dúzia de barragens na bacia do rio Santa Maria, no bioma Pampa: as do arroio Jaguari (municípios de Lavras do Sul e São Gabriel) e Taquarembó (municípios de Dom Pedrito e Lavras do Sul). Essas barragens, que inundarão áreas importantes quanto à biodiversidade e a presença de espécies endêmicas, servirão para disponibilização de água para irrigação do arroz, primordialmente. A cultura de arroz gera outro impacto, ao eliminar áreas de preservação permanente - APPs, localizadas nas várzeas fluviais. Portanto, as barragens geram um duplo impacto: pelo alagamento de áreas com grande biodiversidade e pela ocupação com o arroz de APPs. Recentemente foram apresentados os Estudos de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) desses empreendimentos. Chamam a atenção a má qualidade, as omissões, e as falhas diversas que apresentam o que, por si só, seriam mais que suficientes para torná-los inaceitáveis.

Serão mais de 1.132 hectares de florestas de galeria que deverão ser suprimidas ou sucumbirão com estas duas obras. Uma fauna raríssima e ameaçada, e as florestas mais contínuas (Matas em Galeria) da região do Pampa desaparecerão. Na área prevista para o alagamento das barragens 1.579.106 árvores nativas deverão ser suprimidas.

Leia texto na íntegra.

domingo, 12 de outubro de 2008

Fique atento!


BIOMA PAMPA: região pastoril de planícies com coxilhas, entre o RS, o Uruguai e as províncias argentinas de Buenos Aires, La Pampa, Santa Fé, Entre Ríos e Corrientes. Caracteriza-se por sua vegetação composta por gramíneas, plantas rasteiras e algumas árvores e arbustos. Os campos têm importante contribuição na preservação da biodiversidade, principalmente por atenuar o efeito estufa e auxiliar no controle da erosão. Na parte brasileira do bioma, existem cerca de três mil espécies de plantas vasculares, sendo que aproximadamente 400 são gramíneas, como capim-mimoso, pelo menos 385 espécies de aves, como pica-paus, caturritas, anus-pretos e 90 de mamíferos terrestres, como guaraxains, veados, tatus.

Mas este patrimônio natural do nosso Estado está AMEAÇADO.

Aos poucos, a monocultura do eucalipto, levada a cabo por empresas como Aracruz, Stora Enso e Votorantim (as principais), está transformando nossa paisagem:


DESERTO VERDE: expressão utilizada pelos ambientalistas para se referir à monocultura do eucalipto e seus nefandos impactos socioambientais. Entre os principais efeitos deste crime ambiental perpetrado com o apoio do poder público (Yeda recebeu R$ 500 mil de doação da Aracruz Celulose) e da grande mídia local (Grupo RBS diminuiria muito seus custos de produção se deixasse de importar papel-jornal do Canadá, como acontece hoje; com isso, o clã Sirotsky aumentaria ainda mais seus lucros), destacam-se: Desertificação, erosão dos solos, morte à biodiversidade (em florestas de eucalipto, normalmente só há formigas e caturritas), destruição de biomas (como é o caso do nosso pampa), concentração de terras (agravando a questão fundiária no Brasil) para cultivo de vastas extensões, atendendo à ânsia por lucros cada vez maiores por parte do capital estrangeiro, representado pelas corporações acima citadas.

CINCO POR CENTO da área original do bioma pampa no RS já foram perdidos para a monocultura do eucalipto e seus desertos verdes. Os impactos desse cultivo para o aqüífero Guarani, maior reserva subterrânea de água doce do mundo, serão irreversíveis. Aumentará a desertificação em municípios como Alegrete e Bagé onde, aliás, as papeleiras já adquiriram áreas e então principiando o plantio de mudas de eucalipto.

Pessoas do naipe de Carlos Otaviano Brenner de Morais (secretário estadual do Meio Ambiente, que está literalmente abrindo as pernas para as empresas de papel e celulose) e Ana Pellini (diretora-presidente da Fepam, encarregada de agilizar a concessão de licenças para plantio de eucalipto) ENCHEM DE VERGONHA o povo gaúcho. Mas nada supera nossa governadora Yeda Crusius. Dela, nem preciso falar mal: os fatos falam por si.

Informe-se. Manifeste-se!