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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Para auditor-geral, mobília foi adquirida para ala residencial do Piratini, não para mansão particular de Yeda

Convocado para falar sobre a empresa Atento – prestadora de serviços do Detran gaúcho que cobra do estado uma dívida de R$ 16 milhões contestada por ex-presidentes da autarquia –, o contador e auditor-geral do Estado, Roberval Silveira Marques, não pôde evitar o assunto da compra de mobiliário para a residência privada da governadora Yeda Crusius durante depoimento dado ontem (21/10) à CPI da Corrupção na Assembleia Legislativa. As informações são do sítio Zero Corrupção.

Questionado pelo deputado Paulo Borges (DEM), o auditor revelou que as aquisições foram feitas para a ala residencial do Palácio Piratini, não para a casa particular da governadora, e que desconhecia como os itens chegaram até a residência da mandatária.

O processo aberto para a compra do mobiliário foi devolvido 12 vezes pela Cage à Subchefia Administrativa da Casa Civil, responsável pela autorização dos gastos, porque não apresentava três orçamentos, requisito básico da economicidade, um dos princípios da administração pública. "O vai e vem entre a Contadoria e Auditoria-Geral do Estado e a Subchefia Administrativa da Casa Civil só terminou quando a Cage recebeu uma falsa informação – que 'o objeto adquirido possui características singulares para uso pessoal da governadora junto ao seu gabinete' – e finalmente, autorizou a negociação", explicou o deputado Daniel Bordignon (PT).

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Gilberto Capoani, um dos sabotadores da CPI

Campeão de faltas na CPI da Corrupção com incríveis dez ausências, o vice-presidente da comissão, deputado estadual Gilberto Capoani (PMDB), faz parte do grupo dos sabotadores da CPI: ou não vai às reuniões ou vota contra os requerimentos para convocar testemunhas ou requisitar documentos.

Conforme o blog Zero Corrupção, Capoani levou ontem o boicote às últimas consequências: para impedir a CPI de ouvir o vice-presidente do Banrisul, Rubens Bordini, suspeito de envolvimento em irregularidades na campanha de Yeda Crusius ao governo estadual e de favorecer uma empresa doadora de recursos para o PSDB com um empréstimo no Banrisul, o deputado votou contra um requerimento que ele próprio havia encaminhado.

Desembargador inventa voto por procuração para comissão do impeachment de Yeda

O desembargador Luiz Felipe Silveira Difini não acatou o argumento da oposição de que o deputado Carlos Gomes (PRB) não poderia votar na Comissão do Impeachment da governadora Yeda Crusius como se ainda fosse do PPS. As informações são do sítio Zero Corrupção.

Em seu decisão, o magistrado indeferiu o pedido de nova votação, alegando que o parlamentar estava "autorizado" para votar em nome de outro: “no caso concreto, importa referir que o deputado estadual Carlos Gomes, a despeito de ter deixado o PPS para integrar o PRB – partido esse sem participação na Comissão – recebeu expressa autorização daquele partido para representá-lo na Comissão...”

A tese defendida pela oposição é que Carlos Gomes (foto) foi eleito para a comissão pelo PPS. Só que o deputado trocou de partido e quando ocorreu a votação do relatório da deputada Zilá Breitenbach (PSDB), indicando o arquivamento do pedido de impeachement de Yeda, ele já estava no PRB. Ou seja, o PPS, eleito, não votou porque já não tinha representante; mas o PRB, não eleito, votou.

"Assim, Difini seguiu a tendência do momento, onde o Poder Judiciário inventa leis novas, e criou o voto por procuração, onde o deputado de um partido pode votar por outro. Isto até pode ser bom, já que evitaria a permanente falta de quórum nas comissões da Assembleia, seguindo o mesmo caminho das assembleias de condomínio, onde os donos dos imóveis podem votar por procuração.", critica o blog mantido pela Assessoria de Imprensa da bancada do PT na Assembleia Legislativa.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A base yedista e a sabotagem da CPI da Corrupção

Os deputados da base de sustentação da governadora Yeda Crusius derrubaram hoje 20 requerimentos para convocação de testemunhas-chave para prestar depoimentos à comissão parlamentar de inquérito que investiga o desfalque milionário no Detran. Indignada, a presidente da CPI, deputada Stela Farias (PT), declarou em seu Twitter que a sessão foi marcada pelo deboche e pelo desrespeito por parte dos aliados de Yeda.

Deputados estaduais do PMDB, PSDB, PP, PTB e PPS rejeitaram depoimentos de Fernando Lemes e Rubens Bordini, presidente e vice do Banrisul; Flavio Vaz Netto e Carlos Ubiratan de Sousa, ex-presidentes do Detran; Walna Villarins Meneses, ex-assessora de Yeda; Delson Martini, ex-secretário geral de Governo; Carlos Crusius, ex-marido da governadora; deputados José Otávio Germano (PP) e Eliseu Padilha (PMDB); e Lair Ferst, lobista, arrecadador da campanha de Yeda e uma das principais figuras do esquema fraudulento que drenou R$ 44 milhões do Detran/RS.

A boa notícia para a oposição foi o recebimento do material coletado pela Polícia Federal na Operação Solidária, que apura irregularidades na aquisição de merenda escolar no município de Canoas, durante a gestão de Marcos Ronchetti (PSDB), e fraudes em licitações de obras públicas estaduais, como as barragens Jaquari e Taquarembó. Ao todo, são 16 volumes impressos, 8 DVDs e mais um CD com provas levantadas no inquérito policial.

Na foto, deputado Gilberto Capoani (PMDB) que, durante a sessão de hoje da CPI da Corrupção, votou contra um requerimento que ele próprio havia apresentado.

Cobertura completa da CPI em Zero Corrupção.

A CPI da Corrupção e a farsa de Zé Otávio

Gravações divulgadas hoje durante a audiência da CPI da Corrupção desmentem a versão apresentada pelo deputado federal José Otávio Germano (PP) para a expressão "sete um", flagrada em uma conversa entre o deputado e o ex-diretor da CEEE, Antônio Dorneu Maciel. Germano afirmara em entrevistas que o diálogo faz referência a uma senha para votação na eleição do conselho do Grêmio. Áudios exibidos sessão de hoje da comissão parlamentar desmascararam a farsa de Zé Otávio. As informações são do blog Zero Corrupção, mantido pela bancada petista na Assembleia Legislativa.

Numa das gravações, Germano e o ex-presidente da CEEE, Antônio Dorneu Maciel, conversam sobre a entrega de recursos desviados do Detran gaúcho no escritório do deputado progressista: Maciel informa que o valor será de “sete zero”; noutro áudio, o ex-dirigente da companhia energética informa ao parlamentar que a senha é de número cinco. Confira abaixo transcrição dos diálogos:

Antônio Dorneu Maciel X José Otávio Germano
Data: 29/10/2007
Hora: 18h19min

José Otávio Germano – alô!

Maciel – tô aqui no escritório!

José Otávio – mas eu tô em casa, irmão, tu mandou..

Maciel – não.. escritório, tu me disse, eu te espero no escritório, Zé Otávio. 'Eu te espero em casa', tu me ligou daqui eu disse não tu me espera aí que até é melhor prá mim.

José Otávio – tá.. entendi mal. Pode ser no.. pode deixar com a Ana Cláudia..

Maciel – quanto que é??

José Otávio - sete um...

(ouve-se som sugestivo de contagem de dinheiro)

Maciel – então ficou um prá trás, depois eu pego..

José Otávio – hããã??

Maciel – veio sete zero...


José Otávio Germano X Antônio Dorneu Maciel
Data: 29/10/2007
Hora: 19h37min

José Otávio: Alô

Maciel: Mauro disse que já vai abrir a votação.

José Otávio: Tá isso eu sei mas tem fila de certo.

Maciel: Não tem, já disse pra ti que peguei tua senha número 5 pra ti rapaz.

José Otávio: Ah tá tou chegando ai então.

Confira aqui e aqui entrevistas para a mídia corporativa em que José Otávio mentiu ao povo gaúcho.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Justiça Federal liberou documentos da Operação Solidária para CPI da Corrupção

Para a presidente da CPI da Corrupção, deputada Stela Farias (PT), liberação de documentos abre uma nova etapa nos trabalhos de investigação na parlamento gaúcho. A Operação Solidária investigou crimes de tráfico de influência e fraudes em licitação praticadas por autoridades do RS. Segundo estimativas, desvio de recursos públicos pode chegar a R$ 300 milhões, quase sete vezes o desfalque no Detran/RS. Inicialmente tratados como casos separados, investigações da Polícia Federal evidenciaram conexão entre os dois esquemas.

Dentre os suspeitos, importantes personagens da direita gaúcha, todos membros de partidos da base aliada do governo Yeda Crusius. Do PMDB, Eliseu Padilha, Alceu Moreira e Marco Alba são os envolvidos; do PTB, Chico Fraga, que já é réu no processo relativo ao Detran; e ainda Walna Vilarins Meneses, principal assessora da governadora Yeda.

Os deputados que integram a CPI da Corrupção terão acesso agora ao material dessa investigação.

Mais informações no RS Urgente.