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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Bancada do PT repudia uso de 'aparato repressivo estatal' na votação do PONTAL


Martha Pozueco, assessora de imprensa da vereadora Margarete Moraes (líder da bancada petista no parlamento portoalegrense), divulgou ontem (7/11) a seguinte nota de repúdio em relação à possibilidade da presença da tropa de choque e da cavalaria da BM no próximo dia 12/11 na Câmara, para quando está marcada a votação do polêmico projeto de lei que altera a legislação municipal com o intuito de possibilitar a construção do mega-empreendimento Pontal do Estaleiro, na zona Sul da capital.

A Bancada de vereadores e vereadoras do Partido dos Trabalhadores – PT, considerando que:

1º - a Câmara Municipal de Porto Alegre tem sido um exemplar espaço democrático de manifestação dos plurais interesses – consensuais ou contraditórios – da sociedade Porto-Alegrense;

2º - mesmo nos momentos de grande conflito com o Executivo ou com segmentos do poder econômico da cidade, como ocorreu nas gestões das presidentes Margarete Moraes (2004) e Maria Celeste (2007), na votação do Previmpa e outros projetos polêmicos, sempre foi garantida a manifestação democrática de todos, sem recorrer ao aparato repressivo estatal nem cercear a manifestação do contraditório;

3º - no dia 12 de novembro do presente, irá à votação Projeto Pontal do Estaleiro que, como se sabe, envolve interesses antagônicos e polêmicos de natureza econômica e ambiental,

vem manifestar sua convicção e desejo de que o Presidente atual, Vereador Sebastião Melo, homem de conhecida trajetória na luta contra o autoritarismo, mantenha a tradição democrática da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, garantindo o livre acesso às galerias no dia da votação sem recorrer ao uso da força policial e a outras formas de constrangimento da manifestação popular.

Na foto (Elson Sempé Pedroso/CMPA), Margarete Moraes e Carlos Todeschini, vereadores da bancada petista, no plenário da Câmara Municipal.

Enquanto BM treina REPRESSÃO, cidade de Farroupilha é refém do CRIME


Onde estava a Brigada Militar do coronel Mendes, ontem?

Ontem, enquanto uma quadrilha de malfeitores tornava refém uma cidade de porte médio no RS, e antes já havia cometido assaltos em dois outros municípios, agentes do choque da Brigada Militar treinavam para reprimir com violência os movimentos populares e as manifestações legítimas e ordeiras da cidadania.

A polícia da governadora Yeda Rorato Crusius, dirigida pelo truculento e semi-analfabeto coronel Mendes (filiado ao PSDB e candidato a deputado em 2010, ele que já concorreu sem êxito pelo PP, em pleitos anteriores), se prepara para agir como braço de repressão política contra qualquer manifestação contrária ao atrapalhado governo tucano no Estado.

Enquanto isso, a bandidagem faz do Rio Grande do Sul o paraíso que pediram ao diabo.

Confirmado APARATO repressivo na votação do projeto Pontal

Ontem à tarde (6/11), durante a sessão da Câmara Municipal de Porto Alegre, vereador da bancada do PT me passou a informação de está sendo montado um aparato repressivo, com o emprego da Tropa de Choque e da cavalaria da Brigada Militar, para o dia da votação do projeto que altera a legislação do município com vistas a viabilizar a construção do empreendimento Pontal do Estaleiro, conforme já havíamos adiantado neste blog na segunda-feira (3/11).

Nesta ocasião, o vereador Haroldo de Souza (PMDB) tentou intimidar o companheiro Rodolfo, do DCE/UFRGS, após uma reunião de lideranças de movimentos sociais, estudantis e ambientalistas com o presidente da Câmara, Sebastião Melo (PMDB). Haroldo ainda ameaçou mandar reprimir com violência um novo protesto no plenário.

Pois ontem, depois da sessão de esclarecimentos do secretário municipal de Planejamento, Ricardo Gothe, e de técnicos da prefeitura (que, ademais, só enrolaram e não explicaram NADA), houve um princípio de tumulto provocado pelos próprios vereadores.

Bate-boca no final da sessão

Após as explicações (furadas) da turma da prefeitura, os vereadores usaram a tribuna para seus pronunciamentos habituais. O vereador Comassetto (PT) demonostrou preocupação em seu discurso a respeito da situação de escolas municipais na zona Sul da capital. Em seguida, Todeschini (PT) proferiu fala contrária ao projeto Pontal.

Na seqüência, Ervino Besson (PDT), da base fogacista, usou a tribuna para criticar de forma hostil os edis do PT. "Eles não se deram conta que a população reelegeu, pela primeira vez na história de Porto Alegre, um prefeito. José Fogaça foi reeleito por diferença de 150 mil votos, graças ao trabalho realizado pela atual administração.", esbravejou o pedetista. O pronunciamento rendeu um bate-boca na saída do plenário da Câmara, que quase descambou para a agressão física entre os vereadores Comassetto e Besson.

Haroldo, o destemperado

Nisso, alguns dos presentes no saguão da Casa (eu, entre eles) começaram a questionar a postura dos parlamentares, gritando "BAIXARIA!" e repreendendo-os por essa atitude infantil, que não condiz com o decoro parlamentar. Aí o vereador Haroldo tinha de se meter: começou a insultar os cidadãos, me chamando, inclusive, de DESORDEIRO, em clara falta de compostura.

"Tu vai gritar com a tua mãe, e não comigo!" (sic), bradou o locutor-parlamentar. "Aqui ninguém vai gritar não! Nem DESORDEIRO e nem SENHOR DE IDADE! O senhor vai gritar com outro, e não comigo!", e saiu andando. Lançou ainda alguns insultos enquanto se afastava.

Enquanto isso, Comassetto e Besson continuavam o bate-boca no caminho para os gabinetes. O grupo de ambientalistas presente na Câmara cobrou dos vereadores uma postura uma mais adequada com o decoro parlamentar.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Treinamento da BM para "controle de distúrbios civis"


A Brigada Militar realizou ontem pela manhã (5/11) um treinamento com três Batalhões de Operações Especiais (BOE), de Passo Fundo, Porto Alegre e Santa Maria, no parque Saint Hillaire, em Viamão. Segundo o comandante da Brigada Militar, coronel Paulo Roberto Mendes, foram feitas “atividades de controles de distúrbios civis visando padronizar técnicas policiais”. No treinamento, informa a Brigada Militar, foram utilizados cavalos, cães e dois helicópteros.

Quem estiver planejando “ir encher o saco” da governadora ou do prefeito será cobaia das “técnicas policiais padronizadas” aperfeiçoadas pela Brigada Militar.

Alguém aí falou de Estado policial?

Ou de um Estado covarde e cúmplice do autoritarismo?

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Vereador Haroldo AMEAÇA estudante após reunião na Câmara


Comissão formada por representantes do Fórum Municipal de Entidades e estudantes da UFRGS, liderada pelo vereador eleito Pedro Ruas (PSOL), foi recebida hoje à tarde na Câmara Municipal por seu presidente, Sebastião Melo (PMDB), e pela Mesa Diretora da Casa, para tratar do projeto de alteração da legislação portoalegrense que possibilitará a construção do Pontal do Estaleiro, na zona Sul de Porto Alegre. A vereadora eleita Fernanda (PSOL), que obteve a reunião com Melo, não foi liberada pelo banco onde trabalha e não pôde comparecer.

Além de Melo, participaram da audiência os vereadores Carlos Todeschini (PT), João Carlos Nedel (PP), Ervino Besson (PDT), Haroldo de Souza (PMDB) e Beto Moesch (PP). O presidente do Legislativo municipal sugeriu à comissão que seja elaborado e protocolado requerimento junto à Câmara. No documento, que será redigido e entregue até amanhã, entidades, estudantes e PSOL solicitam o adiamento da votação do Projeto de Lei Complementar do Legislativo 006/2008 para 2009, juntamente com as discussões do novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (PDDUA).


Haroldo provoca estudante e faz ameaça

Na saída da reunião, um fato inusitado ocasionou registro de ocorrência na 1ª DP, do Centro. O vereador Haroldo de Souza (PMDB) dirigiu-se a Rodolfo Mohr, coordenador-geral do DCE/UFRGS, e repreendeu o estudante por supostos excessos cometidos pelos manifestantes em protesto na última quarta-feira (29/10), no plenário da Câmara. O edil perdeu a compostura, ao afirmar que usaria a FORÇA para reprimir uma nova manifestação na Casa.

Depois, exaltando-se ainda mais, acusou o estudante de ofendê-lo durante o protesto e, com o dedo em riste, disse raivosamente que reagiria com VIOLÊNCIA em caso de novo ato no Legislativo municipal. A ameaça foi registrada por Rodolfo na Polícia Civil, no boletim de ocorrência nº 20279/2008. O delegado iniciará um inquérito policial para averiguar a denúncia.

Fotos: Câmara Municipal de Porto Alegre

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Ah, esses "reaças"...

"Vale lembrar que eram pessoas vendendo produtos falsificados. Se é contra a lei, então são criminosos. Direitos humanos no Brasil servem apenas pra proteger criminosos ao invés das vítimas."

Comentário de Vine ao post Nota de repúdio do PT municipal.


É por essas e outras que este blog posiciona-se A FAVOR da pirataria. E já aviso aos "reaças" que vierem publicar comentários aqui: terão suas ASNEIRAS devidamente expostas por mim.

VÃO LER ZERO HORA e não encham meu saco, faça-me o favor!

Nota de repúdio do PT Municipal

Abuso de poder
e violação dos Direitos Humanos


A Bancada de vereadores do Partido dos Trabalhadores e o PT Municipal vêm a público manifestar seu desacordo e indignação a respeito da conduta da Brigada Militar em episódio ocorrido no último domingo (29/06), na Feira da Vila Santa Rosa.

A ação empreendida pela Brigada Militar (BM) na praça Vilmar Berteli, na Vila Santa Rosa, teve como finalidade a apreensão de produtos falsificados por solicitação da Secretaria Municipal de Indústria e Comércio (SMIC). No entanto, a atuação dos policiais excedeu a mera apreensão e usou de desproporcional violência para intimidação da comunidade. O fato não tomou maiores proporções pela intervenção dos moradores presentes no local, que protestaram contra os excessos da operação.

Os agentes da BM chegaram ao local portando armas pesadas e cacetetes. A referida ação foi orquestrada pelo comandante do 9º Batalhão com a anuência do Comando Geral da Brigada Militar e sem a presença de um fiscal da SMIC responsável pela apreensão.

A Brigada, que tem como função primordial zelar pela segurança pública, realizar o policiamento ostensivo e dar suporte às ações do poder público, neste caso, empreendeu uma ação de guerra contra os ambulantes na praça central da Vila Santa Rosa. O fato causou pavor e medo nas pessoas que ali faziam suas compras e nas crianças e adolescentes que brincavam no parquinho e na cancha de esportes.

A Bancada e Partido são contra a pirataria, mas cabe ressaltar que a abordagem realizada pela BM foi totalmente equivocada, com abuso de poder e violação dos direitos humanos. Os ambulantes não ofereceram qualquer tipo de resistência à ação apesar de terem sido algemados, colocados ao chão e presos pelos brigadianos.

Esta prática de tratar os cidadãos como bandidos, adotada pelo atual Comando da BM, com a anuência da Governadora do Estado, representa um retrocesso do estado de direito e da democracia, que remonta à época lamentável da ditadura, que não queremos mais vivenciar. Esta postura autoritária precisa urgentemente ser revista e combatida por todos nós.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Assustador!


Qualquer semelhança com o novo jeito de governar dos tucanos aqui nos pampas NÃO É mera coincidência. E esse aí de cima ainda acha que pode ser presidente em 2010. Francamente...