
Martha Pozueco, assessora de imprensa da vereadora Margarete Moraes (líder da bancada petista no parlamento portoalegrense), divulgou ontem (7/11) a seguinte nota de repúdio em relação à possibilidade da presença da tropa de choque e da cavalaria da BM no próximo dia 12/11 na Câmara, para quando está marcada a votação do polêmico projeto de lei que altera a legislação municipal com o intuito de possibilitar a construção do mega-empreendimento Pontal do Estaleiro, na zona Sul da capital.
A Bancada de vereadores e vereadoras do Partido dos Trabalhadores – PT, considerando que:
1º - a Câmara Municipal de Porto Alegre tem sido um exemplar espaço democrático de manifestação dos plurais interesses – consensuais ou contraditórios – da sociedade Porto-Alegrense;
2º - mesmo nos momentos de grande conflito com o Executivo ou com segmentos do poder econômico da cidade, como ocorreu nas gestões das presidentes Margarete Moraes (2004) e Maria Celeste (2007), na votação do Previmpa e outros projetos polêmicos, sempre foi garantida a manifestação democrática de todos, sem recorrer ao aparato repressivo estatal nem cercear a manifestação do contraditório;
3º - no dia 12 de novembro do presente, irá à votação Projeto Pontal do Estaleiro que, como se sabe, envolve interesses antagônicos e polêmicos de natureza econômica e ambiental,
vem manifestar sua convicção e desejo de que o Presidente atual, Vereador Sebastião Melo, homem de conhecida trajetória na luta contra o autoritarismo, mantenha a tradição democrática da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, garantindo o livre acesso às galerias no dia da votação sem recorrer ao uso da força policial e a outras formas de constrangimento da manifestação popular.
Na foto (Elson Sempé Pedroso/CMPA), Margarete Moraes e Carlos Todeschini, vereadores da bancada petista, no plenário da Câmara Municipal.





