Para arquiteto holandês, Porto Alegre pode ter 490 km de ciclovias
O arquiteto holandês Jaap Rijnsburger foi recebido, na última sexta-feira (21/11), pelo presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, vereador Sebastião Melo (PMDB), acompanhado pelo representante do governo holandês Philippe Schulman, chefe do Escritório da Delegação Comercial Holandesa/RS. Jaap é especialista em desenvolvimento urbano e veio ao Estado a convite do Centro de Transporte Sustentável do Brasil. Na Câmara, ele falou sobre o programa Bycicle Partnership, que incentiva o ciclismo inclusivo e o planejamento do transporte nas grandes cidades da Ásia, África e América Latina, entre as quais Porto Alegre. "A curiosidade me trouxe a Porto Alegre. A cidade está passando por mudanças de paradigmas, e vejo possibilidades de desenvolver aqui esse projeto", garantiu Jaap, que conhece a estrutura da Capital e acredita ser possível a implantação de ciclovias em 490 quilômetros. Ele lembrou que, na Holanda, uma média de 30% do transporte é feito por bicicletas e destacou a importância da conectividade nas ciclovias, para garantir "o conforto e a segurança".
Leia aqui o texto na íntegra.Sou ciclista e sei muito bem do sofrimento pelo qual os adeptos do transporte urbano alternativo passam ao tentar se locomover em ruas e avenidas abarrotadas de veículos altamente
poluentes. Além da falta de educação por parte dos motoristas de modo geral – deixando, são capazes de
botar por cima mesmo –, outro sério incômodo é a poluição nas avenidas de maior tráfego.

Mas enquanto os administradores municipais não tratarem o tema da mobilidade urbana com a seriedade que o assunto merece, certamente não serão grandes os avanços nessa área. Em vez de investir cada vez mais dinheiro público para recuperar vias danificadas pelo excesso de circulação, a cidade deveria, penso eu, construir ciclovias e, principalmente,
conscientizar a população sobre os
benefícios (para a cidade e para o cidadão) do transporte cicloviário.
Já temos inclusive um Plano Diretor Cicloviário para a cidade. Agora falta tirá-lo do papel: será que agora vai?
Foto: Elson Sempé Pedroso/CMPA.