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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Professores em GREVE. Passeata dos policiais na segunda (17/11)

Professores da rede pública estadual decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir desta sexta-feira. A decisão foi tomada durante a assembléia-geral do CPERS/Sindicato, realizada no Gigantinho. A greve é contra o projeto do piso estadual, apresentado pela governadora Yeda Crusius (PSDB) para substituir a proposta do piso nacional. Na avaliação do CPERS, o governo estadual propõe um rebaixado piso salarial e ataca os planos de carreira da categoria. Em entrevista à rádio Gaúcha, hoje à tarde, a secretária estadual de Educação, Mariza Abreu, minimizou a mobilização dos professores, dizendo que apenas uns 10% da categoria estão insatisfeitos. Segundo ela, quem entrar em greve terá o ponto cortado. Depois da Assembléia, os professores devem realizar uma caminhada em direção ao Palácio Piratini.

Na segunda-feira, dia 17, será a vez de policiais civis de todo o Estado realizarem uma passeata contra a política do governo estadual para os servidores da segurança.

Texto na íntegra no RS Urgente.

domingo, 9 de novembro de 2008

Governo tucano da 'transparência' ESCONDE incompetência na Segurança Pública

Por Erick da Silva, do Aldeia Gaulesa.

A segurança pública em nosso estado nunca esteve em um momento tão delicado. Se não bastasse a truculência e a tentativa de criminalização dos movimentos sociais por parte do Governo Yeda através do Cel. Mendes, a nova saída para os problemas de criminalidade no Rio Grande do Sul é omitir os dados.

O secretário estadual de Segurança Pública, general Edson Goulart, em uma entrevista à rádio Gaúcha defendeu e justificou a omissão dos dados sobre a violência no Estado. Segundo ele, a não divulgação dos índices de criminalidade faz parte de uma estratégia para melhorar a segurança da população. "O medo é que as ações que estão programando não surtam efeito e que os bandidos comecem a atuar em outras áreas", afirmou o secretário.

Naquela mesma manhã, um grupo de homens armados tentou assaltar um carro-forte em Farroupilha, fazendo dez reféns. Não por coincidência, logo após a entrevista, a emissora repetia informação sobre a morte de dois jovens em uma parada de ônibus em Canoas. O que dá mostras do quão acertada esta sendo esta estratégia de "varrer a sujeira para debaixo do tapete".

A pergunta que fica é, será que na verdade esta opção por esconder os dados da segurança não seria uma forma de admitir a incompetência na área?