sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Confirmado APARATO repressivo na votação do projeto Pontal

Ontem à tarde (6/11), durante a sessão da Câmara Municipal de Porto Alegre, vereador da bancada do PT me passou a informação de está sendo montado um aparato repressivo, com o emprego da Tropa de Choque e da cavalaria da Brigada Militar, para o dia da votação do projeto que altera a legislação do município com vistas a viabilizar a construção do empreendimento Pontal do Estaleiro, conforme já havíamos adiantado neste blog na segunda-feira (3/11).

Nesta ocasião, o vereador Haroldo de Souza (PMDB) tentou intimidar o companheiro Rodolfo, do DCE/UFRGS, após uma reunião de lideranças de movimentos sociais, estudantis e ambientalistas com o presidente da Câmara, Sebastião Melo (PMDB). Haroldo ainda ameaçou mandar reprimir com violência um novo protesto no plenário.

Pois ontem, depois da sessão de esclarecimentos do secretário municipal de Planejamento, Ricardo Gothe, e de técnicos da prefeitura (que, ademais, só enrolaram e não explicaram NADA), houve um princípio de tumulto provocado pelos próprios vereadores.

Bate-boca no final da sessão

Após as explicações (furadas) da turma da prefeitura, os vereadores usaram a tribuna para seus pronunciamentos habituais. O vereador Comassetto (PT) demonostrou preocupação em seu discurso a respeito da situação de escolas municipais na zona Sul da capital. Em seguida, Todeschini (PT) proferiu fala contrária ao projeto Pontal.

Na seqüência, Ervino Besson (PDT), da base fogacista, usou a tribuna para criticar de forma hostil os edis do PT. "Eles não se deram conta que a população reelegeu, pela primeira vez na história de Porto Alegre, um prefeito. José Fogaça foi reeleito por diferença de 150 mil votos, graças ao trabalho realizado pela atual administração.", esbravejou o pedetista. O pronunciamento rendeu um bate-boca na saída do plenário da Câmara, que quase descambou para a agressão física entre os vereadores Comassetto e Besson.

Haroldo, o destemperado

Nisso, alguns dos presentes no saguão da Casa (eu, entre eles) começaram a questionar a postura dos parlamentares, gritando "BAIXARIA!" e repreendendo-os por essa atitude infantil, que não condiz com o decoro parlamentar. Aí o vereador Haroldo tinha de se meter: começou a insultar os cidadãos, me chamando, inclusive, de DESORDEIRO, em clara falta de compostura.

"Tu vai gritar com a tua mãe, e não comigo!" (sic), bradou o locutor-parlamentar. "Aqui ninguém vai gritar não! Nem DESORDEIRO e nem SENHOR DE IDADE! O senhor vai gritar com outro, e não comigo!", e saiu andando. Lançou ainda alguns insultos enquanto se afastava.

Enquanto isso, Comassetto e Besson continuavam o bate-boca no caminho para os gabinetes. O grupo de ambientalistas presente na Câmara cobrou dos vereadores uma postura uma mais adequada com o decoro parlamentar.

4 comentários:

  1. Pois é, caro Cristiano. Acho que está na hora de organizarmos o dia 12, dentro da ótica que o Hélio Paz tem pregado. Vamos colocar os blogs "amigos" em ação, convocando os cidadãos e entidades que se preocupam com a questão do Pontal para no dia 12 se fazer presente à Câmara, pacificamente, sem se intimidar com o "Prendo e Arrebento Mendes". É preciso ser uma concentração massiva, alguma coisa como mais de 1000 participantes, dispostos a enfrentar os Mendes, Brasinhas, Aroldos & Cia de cara limpa, sem provocação. Eles não terão (desculpa a expressão) culhão para prender todo mundo. Protesto e mobilização em rede, já!!! quem tem blog e tem compromisso vai aderir a esta conclamação.

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  2. Para não deixar passar: o post acima é meu, é que "babei" na hora de me identificar.

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  3. Já diriam Os Titãs: polícia para quem precisa de polícia!

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  4. Temos que ir às ruas pedir o IMPEACHMENT de YEDA E FEIJÓ!!!

    Já é hora do povo gaúcho mostrar que não agüenta mais esse governo autoritário e corrupto!

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