terça-feira, 25 de novembro de 2008

Ciclovias em Porto Alegre: será que vai?

Para arquiteto holandês, Porto Alegre pode ter 490 km de ciclovias

O arquiteto holandês Jaap Rijnsburger foi recebido, na última sexta-feira (21/11), pelo presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, vereador Sebastião Melo (PMDB), acompanhado pelo representante do governo holandês Philippe Schulman, chefe do Escritório da Delegação Comercial Holandesa/RS. Jaap é especialista em desenvolvimento urbano e veio ao Estado a convite do Centro de Transporte Sustentável do Brasil. Na Câmara, ele falou sobre o programa Bycicle Partnership, que incentiva o ciclismo inclusivo e o planejamento do transporte nas grandes cidades da Ásia, África e América Latina, entre as quais Porto Alegre.

"A curiosidade me trouxe a Porto Alegre. A cidade está passando por mudanças de paradigmas, e vejo possibilidades de desenvolver aqui esse projeto", garantiu Jaap, que conhece a estrutura da Capital e acredita ser possível a implantação de ciclovias em 490 quilômetros. Ele lembrou que, na Holanda, uma média de 30% do transporte é feito por bicicletas e destacou a importância da conectividade nas ciclovias, para garantir "o conforto e a segurança".

Leia aqui o texto na íntegra.

Sou ciclista e sei muito bem do sofrimento pelo qual os adeptos do transporte urbano alternativo passam ao tentar se locomover em ruas e avenidas abarrotadas de veículos altamente poluentes. Além da falta de educação por parte dos motoristas de modo geral – deixando, são capazes de botar por cima mesmo –, outro sério incômodo é a poluição nas avenidas de maior tráfego.

Mas enquanto os administradores municipais não tratarem o tema da mobilidade urbana com a seriedade que o assunto merece, certamente não serão grandes os avanços nessa área. Em vez de investir cada vez mais dinheiro público para recuperar vias danificadas pelo excesso de circulação, a cidade deveria, penso eu, construir ciclovias e, principalmente, conscientizar a população sobre os benefícios (para a cidade e para o cidadão) do transporte cicloviário.

Já temos inclusive um Plano Diretor Cicloviário para a cidade. Agora falta tirá-lo do papel: será que agora vai?

Foto: Elson Sempé Pedroso/CMPA.

4 comentários:

  1. Seria salutar tb que o povo mais educado, politizado, sirvam nossas façanhas de modelo, etc. respeitasse os pedestres, parando nas faixas.

    Acho que as duas coisas devem caminhar juntas, o respeito ao pedestre - e às normas do trânsito que não perturbe a qualidade de vida de todos - junto com as ciclovias. Mas não ciclovias de mentirinha como a que existe entre parcão e redenção.

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  2. Olha, eu, como ciclista, tenho o mesmo problema do que tu.
    A gente deberia fazer alguma coisa em conjunto, ouseja, os ciclistas nos unir e fazer alguma coisa.
    Estou cansada de arrisgar minha vida a diario!
    De novo, muito bom teu blog!

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  3. Outra ciclovia de mentira é a que o BarraShopping construiu na Diário de Notícias. Como eles esqueceram de construir calçadas, o que se vê são pedestres na ciclovia e bicicletas na via, entre os carros. O dia que aquele trecho se conectar com outras faixas exclusivas para bicicletas, e fizerem uma CALÇADA, vai ficar bem bom. Até lá...

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