segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A base yedista e a sabotagem da CPI da Corrupção

Os deputados da base de sustentação da governadora Yeda Crusius derrubaram hoje 20 requerimentos para convocação de testemunhas-chave para prestar depoimentos à comissão parlamentar de inquérito que investiga o desfalque milionário no Detran. Indignada, a presidente da CPI, deputada Stela Farias (PT), declarou em seu Twitter que a sessão foi marcada pelo deboche e pelo desrespeito por parte dos aliados de Yeda.

Deputados estaduais do PMDB, PSDB, PP, PTB e PPS rejeitaram depoimentos de Fernando Lemes e Rubens Bordini, presidente e vice do Banrisul; Flavio Vaz Netto e Carlos Ubiratan de Sousa, ex-presidentes do Detran; Walna Villarins Meneses, ex-assessora de Yeda; Delson Martini, ex-secretário geral de Governo; Carlos Crusius, ex-marido da governadora; deputados José Otávio Germano (PP) e Eliseu Padilha (PMDB); e Lair Ferst, lobista, arrecadador da campanha de Yeda e uma das principais figuras do esquema fraudulento que drenou R$ 44 milhões do Detran/RS.

A boa notícia para a oposição foi o recebimento do material coletado pela Polícia Federal na Operação Solidária, que apura irregularidades na aquisição de merenda escolar no município de Canoas, durante a gestão de Marcos Ronchetti (PSDB), e fraudes em licitações de obras públicas estaduais, como as barragens Jaquari e Taquarembó. Ao todo, são 16 volumes impressos, 8 DVDs e mais um CD com provas levantadas no inquérito policial.

Na foto, deputado Gilberto Capoani (PMDB) que, durante a sessão de hoje da CPI da Corrupção, votou contra um requerimento que ele próprio havia apresentado.

Cobertura completa da CPI em Zero Corrupção.

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